
Tudo leva a crer que esse é o nosso último show de 2008. Gostaríamos de agradecer a todos que nos acompanharam e apoiaram nesse ano e aproveitamos para desejar boas festas. É bem melhor fazer isso pessoalmente! Pintem lá!!
Festa apresenta o "lado B" da música baiana
A noite de 29 de novembro promete celebrar o outro lado da indústria musical baiana – acontece nesta data o Festival Alternativo de Música Lado B, evento que levará ao palco da Praça Quincas Berro d'Água (Pelourinho) seis bandas de estilos musicais bem diferentes do que anda tocando pelas rádios.
Ijexá da Bahia, Afrogroove, Mar Aberto, Caboclo Capiroba, Cerveja Café e Irmãos da Bailarina são as bandas que se apresentarão na noite. A mostra será avaliada por um júri, e os vencedores levam pra casa um prêmio de mil reais, além do gostinho de saber que estão entre os melhores da nova produção musical da cidade.
A festa conta ainda com a presença do DJ Bandido, que comandará a aparelhagem de som nos intervalos entre as bandas, e da cantora Sandra Simões e banda. A noite será encerrada com um show da banda eleita como a melhor da noite.
Ingressos podem ser trocados por um livro entre os dias 25/11 (terça) e 28/11 (sexta) na Faculdade de Comunicação da UFBA das 13h às 17h, e no local a partir das 10h do dia 29/11 (sábado). As doações serão encaminhadas para as Bibliotecas do Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA e do projeto Ler é Poder, do ator Lázaro Ramos, que gravou o spot radiofônico para divulgação do evento.
O Festival Alternativo de Música Lado B é uma iniciativa de estudantes do terceiro semestre da disciplina Oficina de Produção Cultural, do curso Produção em Comunicação e Cultura da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, com a intenção de dar visibilidade às bandas que estão fora do circuito comercial da música baiana. O evento tem o apoio da Facom, Pelourinho Cultural, Click Festa, Haribol Tatoo e arte, Doga Tatoo, Rangel Tatoo, Labfoto, Produtora Junior e Lu Festas.
Serviço:
O quê: Festival Alternativo de Música Lado B – com Ijexá da Bahia, Afrogroove, Mar Aberto, Caboclo Capiroba, Cerveja Café, Irmãos da Bailarina, DJ Bandido e Sandra Simões
Onde: Praça Quincas Berro D'água (Pelourinho)
Quando: 29 de novembro (sábado), às 18h
Quanto: 1 livro novo ou usado
Realização: Graduandos do curso de Produção Cultural da FACOM / UFBA
Imprensa: Viviane Ramos (8744-5515)
Nascido no interior do Pará, Paulinho começa sua história musical aos 13 anos, fazendo aulas de piano, que logo foi substituído por teclado. Com influências da música clássica e do bom e velho rock, o polivalente Paulinho é o irmão caçula da bailarina, e sabe Deus o porquê dele tocar baixo, também, justo no delicado instante em que os irmãos precisavam de um baixista. Tímido e com um humor característico, ele é peça fundamental na banda e sempre traz boa idéias.
Trago um peso tão pesado
Trago a carga da solidão
É a sina de crer sozinho
É a crença na contra-mão!
Acham que é em vão
Dizem que ela morreu
Mas eles não sabem!
Que há uma luz que vem do túnel
E foi lá que ela se escondeu
O caminho parece longo
Mesmo assim eu a sinto!
Acham que eu sou louco
Dizem que ela morreu
Mas eles não sabem!
Que ao final nenhum peso vai me afetar
Nem a culpa da descrença
E ao me perguntarem direi o que eu fiz
Eu andei, andei, andei
Vou seguindo o meu caminho
Uma hora eu chego lá
Sei que ela ta me esperando
Mesmo que eu demore!
Acham que é em vão
Dizem que ela morreu
Mas eles não sabem
Acham que eu sou louco
E que ela morreu
Mas eles não sabem
O que eu sei, eu sei, sei
Dizem que ela morreu
Mas não sabem nada!
Dizem que ela morreu, mas não sabem...
Não duro, não duro, não duro
Por muito tempo mais
Não duro
No submundo do seu mundo escuro, escuro
Onde ameaças me perseguem a cada segundo
Onde minha alma é rasgada
Nas quinas sem prumo
Onde minha voz é abafada pra que eu fique mudo
Por não querer escuro ser
Não duro, não duro, não duro
Por muito tempo mais
Não duro
No submundo do seu mundo escuro, escuro
Onde fantasmas me assustam a cada segundo
Onde meu corpo é transformado
Num corpo imundo
Onde minha vida é jogada
Num ralo sem fundo
Por não querer escuro ser
Eu sou mais a luz
Vivo em plena luz
Eu sou mais a claridade dos meus dias
Vindo de bandas baianas de diferentes estilos como a 220 Volts, Comboio, Syrinx e Abre-te Sésamo (releituras de Raul Seixas – de quem é fã), Mark é o responsável pela pulsação dos Irmãos da Bailarina. Juntou-se à banda no comecinho de 2006 e de lá para cá vem aperfeiçoando seu jeito de tocar escutando os grandes como Virgil Donatti, Steve Smith, entre outros. Vegetariano e de temperamento tranqüilo, ele é aficionado por tecnologia e também cuida da parte técnica dos shows. Dizem ainda que ele é o melhor amigo do Metrô-tic-tic-tic-nomo.
Rilo foi guitarrista da banda soteropolitana de metal Tharsis, onde gravou dois discos (Portrait of my Soul -2001 e Gnash the Teeth - 2007). Juntou-se aos Irmãos da Bailarina no finalzinho de 2005 e, apesar de ter uma formação de rock pesado, ele foi convidado por Theo por tocar, inusitadamente, Adoniram Barbosa numa reunião de amigos em sua casa. Com a missão de confeccionar os riffs que vestem a voz da banda, sua viagem pelo universo da música continua sem parar em nenhum estilo. E se você espera um carinha trancafiado no metal com medo de ser “poser”, pode esquecer. Sua única herança é a técnica apurada na hora de espancar a sua SG from Hell.
Tá ouvindo o silêncio que perturba lentamente
E que minha mente não agüenta?
Ele fica martelando o meu juízo
E a minha sanidade não se sustenta!
A angústia do silêncio me amedronta
Pois me perco surdo e mudo no seu tempo
À medida que meu dia
Se dilui na calmaria de um grande tormento
Ou grite ou enlouqueça!
Rapaz comprido, de voz grave, nascido em Salvador e criado em Uauá, interior da Bahia, foi seqüestrado pela música e o resgate, de tão caro, nunca foi pago pelo seu outro ofício, a arquitetura. Sua história começa pelos barzinhos (cantando em MPB), passa pela Rockamoma e desenboca no disco solo autoral MarteloBigornaEstribo, produzido através do Fazcultura. Inquieto e sempre traduzindo sua percepção das coisas através da música, sentiu necessidade de interagir com uma banda e recrutou os outros Irmãos da Bailarina. Agora anda empolgadíssimo com o lançamento do primeiro CD do grupo e com as imensas possibilidades dos shows em que recita Augusto dos Anjos.
Duka!!! Conseguimos concluir o projeto tROCK, que para ser melhor bastava as pessoas levarem a sério a idéia de trocar coisas. Tirando a participação de Léo da Matiz que queria trocar os seus origamis saídos do forno pelo laptop de Mark, poucos foram os que se aventuraram. Mesmo assim, percebemos, claramente, mais ainda, a qualidade e a diversidade das bandas que se apresentaram conosco nesses últimos 3 domingos. Momentos memoráveis foram vistos pelos que prestigiaram o evento. Neste último tinha uma moça que durante o nosso show nos deu a honra de tentar fazer backing vocals incríveis. Estou com a voz dela na minha cabeça até agora. Não sei como ela conseguiu essa proeza, já que além da banda estar tocando alto, eu estava com protetor de ouvido e ela distante do microfone. Voz potente!!! Finalizando esse post, gostaríamos de reforçar o nosso sentimento de gratidão a todas as bandas envolvidas e também a todos que foram e curtiram com uma energia muito massa. Muitíssimo obrigado!!!
E se a música que você faz não for música de festa, se for uma música de embalar sonhos, música para não se sentir só, música para testar os limites da sua emoção, para remeter a uma situação incomum, para fazer refletir...quem irá aos seus shows??? Quem te ouvirá??? Será que você vai precisar dizer que nos seus shows só dá gente bonita???... Na verdade, quem, hoje, será que realmente ouve música??? Às vezes bate uma saudade de um tempo que se tinha tempo de sentar no sofá e colocar um disco para tocar e escutar ele inteirinho. Absorver tudo, viver a letra, descobrir camadas de guitarra, linhas de baixo e detalhes de bateria que não se conseguia perceber numa primeira escutada. O transe só acabava na hora de mudar o lado do disco e era só a agulha encostar no vinil novamente para que ele voltasse. Tempo bom!!! Agora?? Agora as guitarras lindas do Johny Marr e do David Gilmour passam sem ser notadas entre todas as atividades que são feitas ao mesmo tempo durante as tentativas de se escutar uma música...
O Washington Post fez uma experiência para ver a capacidade do ser humano apreciar o belo e a pergunta era "Você pararia para apreciar a música tocada por um dos maiores violonistas (Joshua Bell) na hora do rush numa estação de metrô"???
http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw
Mas, se fossem Os Irmãos da Bailarina no meio da rua...rsrs.
Por que será que empacamos num sonho comum que se chama música? Por que será que todos acham que precisamos de um plano B (e se a música não der certo)? Por que esse seqüestro não tem resgate que pague? Por que meu plano B é tão insuportavelmente pesado? Por que viver bifurcado me traz a sensação de que não fiz nada direito? Por que existem outros que fazem o nosso sonho uma realidade para eles? Por que eles demonstram que isso é possível? ...Putz...a verdade é que não existe caminho seguro e nós vamos pagar para ver!!!
Navigare necesse est. Vivere non est necesse.
O que será que o público sente quando começamos o show recitando "Eterna Mágoa" do soturno poeta Augusto dos Anjos?
O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!
Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.
Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda
Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!
Será que a nossa bailarina está a interpretar o último ato do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky?
http://www.youtube.com/watch?v=R3kPxWUbU50
Quem faz Arte>Música>Rock>Bahia>Salvador sabe o quanto André T é uma figura importante na profissionalização do registro dos trabalhos. Nós estamos tendo o privilégio de nos escutar pelos ouvidos dele e tem sido uma experiência fantástica. Nunca vou esquecer a primeira vez que escutei o nosso single “Você” no fone de ouvido (quem não escutou, eu recomendo). Assim que a última microfonia acabou, a necessidade de gravar o álbum inteiro com ele foi tão imperativa que nós desistimos do nosso projeto Frankenstein (cada faixa, um produtor diferente). Os pensamentos sobre gravar e lançar músicas avulsas (modernidade e suas possibilidades por conta dos custos menores) foram postos de lado e o antigo prevaleceu: lançaremos um álbum com conceito, cronologia, arte, enfim como uma obra inteira. E assim, enquanto o dia de entrar, novamente, nas salas do Estúdio T não chega, nós vamos nos esmerando em fazer o melhor para o primeiro disco de “Os Irmãos da Bailarina”.
Na foto, nosso queridos Theo cantando, Mark gravando bateria, Beatles dando sorte, André pilotando as máquinas, no Estúdio T.
Ontem foi dia de Festa dos Marcianos e começamos com Theo dizendo que já sabia que eles estavam entre nós há tempos. Foi um grande aniversário coletivo e oportunidade para Markito (o fominha) fazer dois shows na mesma noite especial (Irmãos da Bailarina e Abre-te Sésamo). Além da necessidade imensa que o rapaz tem de aparecer a todos, ele agora quis maltratar a própria família e as demais presentes (de seus respectivos aniversariantes) espancando a sua bateria em níveis ensurdecedores. Eu fui embora antes, mas como se não bastasse os dois shows, aposto que o fominha quis fazer Jam Session e, apesar de todas as trocas de músico, ele não deve ter tirado a bunda do banquinho de sua bateria nem para expelir a cerveja desmedidamente consumida. Quem conhece Mark sabe da sua generosidade e solicitude, e de tantas outras fantásticas qualidades que o fazem hoje um marciano. Ainda bem que esse desejo incomensurável de tocar bateria o aproxima de nós humanos. Não sei o que seria de nossas vidas sem a presença desse rapaz vegetariano. Felicidades Markito e a todos os Marcianos que nos visitam!